quinta-feira, setembro 05, 2013

Rumor de véspera



Do breu petulante
minha poesia inicia vingança 
de eternidades

− Órbita minguante
para quem ficou séculos
a ver

o engano cromado
e a malícia subornável
que nunca os ansiei mais
órfãos.

Do rumor de véspera
meus semáforos iniciam aberturas
de infinitudes

− Trajetórias metafóricas
para onde se desbotam

os tintos maduros
e o sol encorpa numa lagoa
de dúvidas.


Nota sobre a foto:

Espécime de Breu Branco [Protium heptaphyllum]
Fotografia by Benny Franklin [Paraíso Nika, Praia do Paraíso, Mosqueiro, Belém.

Um comentário:

Flávia disse...

uma fotografia de Mosqueiro. De-me saudades.

Belo poema!